quarta-feira, 17 de junho de 2009

Ao Eterno Pe. Gisley


Ao Eterno Amigo Pe. Gisley


“Se a juventude viesse a faltar o rosto de Deus iria mudar.”


O coração está angustiado, a nossa bandeira de luto está erguida, mas a nossa esperança deve ser renovada a partir de nossa fé com rosto juvenil, rosto este que nosso irmão, Pe. Gisley, sempre manteve alegre e convicto que o melhor da luta é luta pela causa da juventude.
Lembramos com muita alegria nossa primeira reunião, após a formação da Comissão para Juventude do CNLB em abril do corrente na cidade Campinas – SP, onde ele esteve presente conosco com muito entusiasmo, esperança, sabedoria e conhecimento do trabalho pedindo para juntarmos as forças em prol dos jovens do Brasil, suas palavras convictas muito ajudaram em nossas reflexões e encaminhamentos, deixando claro que sua marca ficava registrada por onde passava certo de que doar a vida pela causa da juventude era e foi algo absoluto em sua missão.
Estava sendo um grande ícone na caminhada da juventude em todo país e agora de forma particular muito empenhado na Campanha contra Violência e o Extermínio de Jovens, onde aconteceu um seminário relacionado ao tema no último final de semana de maio, em Gaurarema – SP, o qual participamos e agora o vemos vítima da violência, isso dói! Até quando? Até onde? Quando isso vai parar? Quantos mais precisarão perecer?
Mas, não podemos desanimar, a luta tem que continuar mais forte ainda.
Agradecemos ao Senhor Deus da Vida, a oportunidade da convivência, companheirismo e comunhão com nossa comissão e temos certeza que a história da juventude não será mais a mesma, pois se tínhamos nossas convicções agora temos que reafirma-las com maior firmeza, estamos tristes sim, mas não órfãos, pois estamos certo que Pe. Gisley já comunga com o Cristo jovem na corte celeste, portanto, temos um anjo e mártir a orar por nós e por nossos trabalhos que serão no primeiro momento doloridos para continuar, mas logo a esperança renascerá com nossa fé.
Unimo-nos de forma especial a profunda dor sentida pela família, amigos, a Congregação Estagmatina, a CNBB, as Pastorais da Juventude do Brasil, Movimentos, Organizações que trabalham com jovens e a todo Setor Juventude, pois estamos sentindo à mesma.
Deus nos fortaleça ainda mais no pastoreio com a Juventude, protegendo-nos e guiando-nos contra todas as forças da escuridão em nossa caminhada, pois mesmo entre lágrimas dizemos: Vai Amigo Gisley, vai com Deus, mas acreditamos que sua bela missão será sempre referencial para todos nós e juntos ecoaremos a sua voz, pois se a juventude viesse a faltar o rosto de Deus iria mudar! Não vamos deixar mudar esse rosto estamos unidos na fé e na oração, agora mais que nunca, porque de onde ele estiver estará feliz em saber que a luta pela juventude continuará.


Comissão para Juventude do CNLB.
17 de junho de 2009.

domingo, 14 de junho de 2009

14ª Caminhada da Fraternidade




Ao longo de 14 anos a Igreja Católica de Teresina em comnhão com organizações e varios movimentos promovem a Caminhada da Fraternidade.

Nesse ano o tema central: ESPERANÇA QUE FAZ ACONTECER

Essa esperança que é tão necessária a nossas vidas.


Nesse ano de 2009 na sua 14ª Edição tive a graça de estar em Teresina e acompanhei junto ao grupo reunidos na XXVIII AGO do CNLB . Esssa caminhada é destinada às pessoas de boa vontade, de todas as cores e credos que desejam participar e partilhar de um grande gesto de amor e solidariedade para com os atingidos pelo vírus da AIDS, os hansenianos, dos meninos e meninas em situação de risco, dos idosos desamparados e dos machucados pelo câncer.


Que bom se em nossos cidades e campos pudessemos ver o povo em marcha contra o preconceito transformado em ação em favor do menos desfavorecido.


Parabéns Teresina e espero mto em breve estar ai em 2010 na 15ª CAMINHADA DA FRATERNIDADE.

quinta-feira, 11 de junho de 2009

Atividades em Brasilia e Teresina






DE 04 A 10 DE JUNHO


André Luis Silveira de Moura
Coordenador de Setor da Pastoral da Criança
Rede de Educação Cidadã – RS Governo Federal
Membro da Comissão Nacional de Juventude do Conselho Nacional de Leigos e Leigas do Brasil
Assessor da Comissão Colegiada do Setor Juventude da CNBB – Brasília.

Desde a quinta-feira dia 04 de Junho André Moura cumpre agenda em Brasília.
De 05 a 07 aconteceu a Reunião Colegiada com Pastorais, Movimentos e Grupos que desenvolvem trabalhos ligados a Juventude.

Nos dia 08 e 09 cumpriu agenda na Sede da CNBB em Brasília, Universidade Católica de Brasília, Centro Educacional Católica de Brasília e Câmara dos Deputados.
Toda a agenda em Brasília esta voltada pela Mobilização Contra a Redução da Maior Idade Penal e também na discussão sobre a Campanha que será lançada pelas Pastorais da juventude do Brasil no Combate a Violência e Extermínio de jovens.
Na noite de terça-feira, dia 9, André participou de um Show Beneficente em prol das famílias atingidas pelas enchentes no norte e nordeste do Brasil, o Show foi realizado como uma das atividades do Simpósio Internacional sobre Mudanças Climáticas, também com a presença de Artistas da Globo do ONG Humanos Direitos.

Na manha de quarta-feira , 10 de junho embarcou pra Teresina Piauí pra Participar representando o Conselho Regional do Laicato do Sul III. Lá acontece A XXVIII ASSEMBLÉIA GERAL ORDINÁRIA DO CONSELHO NACIONAL DE LEIGOS E LEIGAS DO BRASIL.

Neste ano o Tema da Assembléia que acontece de 11 a 14 de junho é “Analisar, Celebrar e Planejar”.
Com esta perspectiva a Assembléia quer Avaliar a caminhado do Organismo e planejar sua caminhada eclesial destacando pra vocação laical.
De acordo com André Moura( durante a assembléia vamos ter um panorama da ação laical da igreja do Brasil, difundindo com maior ênfase a importância da Vocação Laical, porque isto? Qdo se fala em Vocação apenas lembramos da vacação a Vida Religiosa esquecemos do grande impulso da igreja que é a vocação a vida social, familiar e também religiosa. Cito aqui parte do texto de instrumento de trabalho da nossa XXVIII :

{Nós somos resultantes de leigos e leigas que, a partir da década de 20, se constituíram na ponta de lança da laicidade no interno da Igreja, mas que também eram a ponta de eclesialidade no coração do mundo. Destes e destas somos também herdeiros e há, nessa herança, muito a assumirmos. Quando, ainda hoje, encontramos alguém que foi membro atuante da Ação Católica, fica evidente tal pertença. Era gente que sabia o que estava fazendo, profundamente imbuída de sua missão, com conteúdo. Era um organismo profundo, com uma metodologia (ver, julgar,agir) adequada. E com o apoio de figuras centrais no episcopado (o que, inclusive, permitia a liberação de membros para estarem 24 horas a serviço do organismo).
Quanto esses leigos e leigas contribuíram para os primeiros diálogos da Igreja com o mundo moderno! Quanto esses leigos e leigas sofreram para fazer com que a Igreja assumisse a construção de um mundo mais humano e justo, deixando de se esconder nos muros da cristandade ultrapassada! Não seria nada falso dizer que a Gaudium et Spes tem o dedo, e não muito longínquo, desses leigos e leigas da Ação Católica. Que herança! E que responsabilidade nós do CNLB herdamos!
A partir do Concílio Vaticano II, a eclesiologia conciliar dominante é a que define a Igreja como Povo de Deus. Neste modelo de Igreja, todos têm função, e todo o Povo caminha junto na corresponsabilidade da única missão, que só pode ser alcançada na profunda unidade, na perfeita comunhão. Se antes os leigos e leigas eram mandatados, eram os “braços do episcopado” no tecido humano da sociedade, hoje são (ou devem ser) sujeitos de sua própria ação como cristãos. O múnus sacerdotal, profético e régio lhes advém do próprio batismo, e não de um outro sujeito eclesial. Não só não precisam e nem devem ser mandatados, como, pelo contrário, devem agir com autonomia, gerenciados pela escuta do Espírito em suas vidas, em suas ações.}

Queremos também durante nossa Assembléia chamar a atenção para o trabalho a ser realizado com a Juventude, de modo muito especial divulgar a Campanha contra a Violência e extermínio de nossas juventudes no Brasil.)

André Moura participa no dia 14 da Caminhada da Solidariedade em Teresina.Ato já tradicional na Cidade.
Retorna para Brasília dia 15 de junho.

OBSERVAÇÃO: Em breve mais noticias!!!






sábado, 6 de junho de 2009

NOTA DE PESAR E SOLIDARIEDADE


“A salvação dos justos vem do Senhor, é ele seu refúgio no tempo da desgraça” (Sl 36,39).
Profundamente consternada, a Conferência Nacional dos Bispos do Brasil–CNBB manifesta sua dor e pesar pelas vítimas do acidente com o voo 447 da companhia aérea Air France, ocorrido no domingo, 31 de maio. Com seus familiares e amigos, choramos o passamento de forma trágica e inesperada destes irmãos e irmãs, que confiamos a Deus a fim de que sejam acolhidos no seu Reino.
Nesta hora em que o país é tomado de comoção por tão grande tragédia, conforte-nos a esperança que nasce da fé cristã.
Consolem-nos as palavras do próprio Cristo que, solidário à dor e ao sofrimento de seu povo, nos convida a repousar nele nossa confiança:
“Vinde a mim, todos vós que estais cansados e carregados de fardos, e eu vos darei descanso. Pois meu jugo é suave e o meu fardo é leve” (Mt 11,28.30).
Às autoridades competentes fazemos forte apelo para que apurem as causas de tão grave acidente e envidem todos os esforços possíveis para que tragédias como esta não se repitam.
É mister, ainda, que aos familiares das vítimas seja garantida toda a assistência de que necessitarem.
Conclamamos toda a Igreja a se unir em preces ao Deus da vida em favor das vítimas do voo 447 e que seus familiares encontrem em nossa solidariedade a força que os ajudará a superar as marcas deixadas por esta catástrofe.


Brasília, 3 de junho de 2009
Dom Dimas Lara Barbosa
Bispo auxiliar do Rio de Janeiro e Secretário Geral da CNBB

segunda-feira, 1 de junho de 2009

ÁGUAS QUE FALAM


É tempo de inverno, é fim de inverno, com muita água que desce do céu, enche os rios, ameniza o calor, levando fertilidade para o sertão, esperança e alegria para o roçado.
Águas que correm! Águas que falam! É tempo de ouvir as águas! As águas das chuvas que se transformam em águas do Poty e do Parnaíba, querem falar da beleza da vida, querem ser apenas berço da vida, fonte de alegria e esperança na cidade e no campo, fazendo germinar e florir, sem jamais destruir.
Entretanto, essas mesmas águas, conforme a canção, transformam-se em “lágrimas na inundação”.
As águas do Poty e do Parnaíba que cantam e encantam nos questionam e interrogam, na inundação, revelando a face triste da miséria e da pobreza que se assentam às suas margens.
Águas que denunciam com furor as condições precárias das habitações, a pobreza e miséria de nossa gente, a situação ameaçadora das áreas de risco.
Águas que clamam pela preservação da natureza, denunciando a devastação ambiental e a poluição, destruindo a nossa casa comum, que deveria permanecer “planeta azul”.
Águas que gritam através das enchentes à espera de respostas traduzidas em políticas públicas de prevenção às enchentes, em gestos de compaixão e solidariedade, tornando o mundo mais humano e a sociedade justa e fraterna, segundo o querer de Deus.
A situação que estamos vivendo no Piauí e em grande parte do Norte e Nordeste deve ser objeto de atenta análise e reflexão; seu caráter sócio-ambiental não permite que seja reduzida simplesmente a mais uma catástrofe natural.
Trata-se de um sinal a ser interpretado com consciência crítica, serenidade e responsabilidade, em seu múltiplo significado: social, ambiental e ético, exigindo medidas que ultrapassam as iniciativas pessoais e emergenciais.
Para diminuir o impacto dos fenômenos naturais é preciso prevenir e planejar.
Ás águas das enchentes nos impelem a refletir e a agir, de modo a prevenir a sua ocorrência e diminuir o seu impacto social, por meio de políticas públicas que contemplem a justiça social, a ocupação urbana e a preservação ambiental, bem como, através de iniciativas da sociedade civil.
Diante dos sofrimentos causados por catástrofes naturais ou injustiças sociais, é preciso traduzir comoção em ação solidária.
É tempo de um grande mutirão de solidariedade em favor das vítimas das enchentes.
É tempo de parar para ouvir as águas. É preciso escutar! Responder é preciso!
Para que as águas do Poty, assim como as águas do Parnaíba, conforme o Hino do Piauí, “rio abaixo, rio arriba, espalhem pelo sertão e levem pelas várzeas e chapadas” apenas “canto de exultação”.
SÉRGIO DA ROCHA, ARCEBISPO DE TERESINA